PERIGOS
PARA O BRASIL
Prof. Marcos
Coimbra
Conselheiro
Diretor do CEBRES, Professor de Economia e Autor do livro Brasil Soberano.
(Artigo publicado
em 26.11.09 Monitor Mercantil)
Existem
seis crises mundiais que ameaçam a sobrevivência da espécie humana no atual milênio:
energia, alimentos, água doce, matérias primas de natureza mineral, bens do
reino vegetal e produtos de origem animal. As nações produtoras vão sofrer
carências severas desta gama de recursos vitais. E não querem diminuir seu
padrão de consumo. Por estas razões não lhes interessam o crescimento de nações
emergentes, como o Brasil, a China, a Índia, capazes de assumirem o
"status" de nações perturbadoras da ordem internacional estabelecida
pelos "donos do mundo".
Temos
então a explicação para a desesperada tentativa feita pelas nações mais
desenvolvidas para impedir o progresso do Brasil, procurando quebrar a
Integridade do Patrimônio Nacional e a Integração Nacional. Movimentos
separatistas são estimulados do exterior. Demarcação criminosa de “reservas
indígenas”. Estímulo a “quilombolas” e cotas raciais. Tudo isto para estimular
a quebra da coesão social. Isto é crime de lesa-pátria! Atingindo o Estado
Nacional Soberano, enfraquecem-nos, tornando mais fácil disseminar a cizânia entre nós, para procurar
evitar que nosso país alcance o patamar de potência emergente. Só para
exemplificar: cerca de 20% das reservas de água doce no mundo pertencem ao
Brasil (15% na Amazônia) e o segundo país, o Canadá, tem apenas 14% das
reservas mundiais e isto contando as águas contidas nas geleiras. A água
potável vai tornar-se cada vez mais rara. E nós a temos em abundância.
Daí a estratégia imposta pelos "donos do mundo", os detentores do
capital transnacional, líderes do sistema financeiro internacional, para progressivamente
implantar um governo mundial. As etapas do processo estão claramente
delimitadas, em linhas gerais. Primeiro, a adoção da "globalização",
nova denominação do "neocolonialismo", partindo dos países centrais
para a periferia, com o domínio da expressão econômica do Poder Nacional,
através da imposição dos ditames dos organismos internacionais: FMI, OMC, Banco
Mundial, BID etc. Abertura da economia, com eliminação de barreiras
protecionistas, adoção da lei de patentes, inclusive com efeito retroativo,
privatização selvagem, para transferir o patrimônio real das nações menos
desenvolvidas para os detentores do "papel pintado", controle da
inflação, para garantia do retorno das suas aplicações de capital e outras.
A seguir, o total controle dos meios de
comunicação de massa, seja através da colocação de pessoas de confiança, os
"testas-de-ferro", até a participação via indireta no comando das
empresas de jornalismo, ou emprestando-lhes moeda para mantê-los dependentes ou
simplesmente remunerando regiamente os principais formadores de opinião e
jornalistas famosos, montando a chamada "mídia amestrada". Discute-se
até, no momento, no Congresso Nacional, a participação de grupos estrangeiros
nos órgãos de comunicação, o que representará o golpe final na independência
dos órgãos de comunicação.
Em paralelo, atuam através de inúmeras ONGs,
financiadas pelo exterior, sem qualquer controle, com dirigentes percebendo
salários vultosos, sem prestar contas a ninguém e com recursos abundantes para
colocar suas mensagens na imprensa, objetivando fabricar a chamada
"opinião publicada". Falam em nome do povo (sociedade civil), sem
procuração. Trabalham incansavelmente para destruir as Instituições Nacionais:
Família, Igreja, Estado, Escola, Empresa. Procuram demolir o Estado Nacional
Soberano, minimizar a importância da Igreja, desmoralizar os princípios e valores fundamentais da
Família, da Escola e da Empresa. Sucateam as Forças Armadas, procurando
subtrair-lhes quaisquer possibilidades de cumprir suas missões constitucionais.
Tudo isto é feito em vários países
simultaneamente, no mundo inteiro. Para isto criam organizações para cooptar
lideranças políticas existentes, para propiciar-lhes meios de assumir o Poder
constitucionalmente e administrar segundo as suas determinações. Quando
apuramos suas fontes de financiamento, identificamos, em sua grande maioria,
origem externa, proveniente de grandes corporações multinacionais.
Agora mesmo, nas discussões sobre a questão do meio ambiente em Copenhage, em encontro a ser realizado em dezembro, há claramente a tentativa de imposição de um governo mundial, a pretexto de salvar o planeta. Há denúncias sobre isto, ignoradas pelo mundo, em especial no Brasil. Segundo Lord Christopher Monckton, ex-conselheiro de Margaret Thatcher, o Rascunho de Copenhague objetiva instalar o governo mundial. Lord Monckton fez uma longa conferência em Saint Paul, Minnesota, EUA, resumindo o que há no “draft” da próxima reunião de Copenhage. O sítio A nova ordem mundial teve a oportuna iniciativa de difundir, legendados em português, os minutos finais do vídeo. Neles, o conferencista resume o conteúdo do rascunho de Copenhague. Esta omissão espantosa já foi apontada pelo influente “The Wall Street Journal
”, porém os
eco-alarmistas não parecem se incomodar com nada.